sábado, 21 de agosto de 2010

se eu morrer antes de voce




se eu morrer antes de voce




Se eu morrer antes de você, faça-me um favor: Chore o
quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me
levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não
conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de
rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu
respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem
demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais,
defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque
morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas
estava longe de ser o santo que me pintam. Se me
quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse
um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei
ser bom e amigo. Espero estar com Ele o suficiente para
continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se
tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga
apenas uma frase: - "Foi meu amigo, acreditou em mim e
me quis mais perto de Deus!" - Aí, então derrame uma
lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas
não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E,
vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova
tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha
na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria
muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar
a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a
separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que
aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas
coisas? Então ore para que nós vivamos como quem sabe
que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube
viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu
para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o
seu começo. Mas, se eu morrer antes de você, acho que
não vou estranhar o céu... "Ser seu amigo... já é um
pedaço dele..."

Chico Xavier

sábado, 14 de agosto de 2010

Poesia , poesias...


Meus reinos

Há um pobre rei dentro de mim
e um lindo príncipe
nobre e desejoso
para ter a alma do mundo

Há um príncipe triste também
que sem ninguém
vive sendo o rei de tudo.

Mora distante em um castelo alheio
cheio do medo de ser rei
e dos príncipes à minha volta
que volta e meia cantam
e volta e meia choram

Minha ilusão chama-se monarquia
e a minha alegria é fada sem condão
e é por isso que o meu perdão
é mais verdadeiro que o meu beijo dado.




Paulino Vergetti Neto

Avaliação variedades linguísticas


ATENÇÃO, LEIA AS QUESTÕES MAIS DE UMA VEZ, SEJA O PRIMEIRO A FAZER A CORREÇÃO DE SUA PROVA, NÃO ESQUEÇA QUE JÁ ESTUDAMOS ESSE CONTEÚDO E EU CONFIO EM VOCÊ....BOA SORTE!!!
Leia esse diálogo retirado da tira, de Maurício de Souza:
— Toma um leite Zé Lelé?
— Pru que ocê tá rasgando a manga da camisa?
— Dizem qui tomá leite cum manga faiz mar!
1. Nesse diálogo, Chico Bento conversa com seu amigo Zé Lelé. Observe que eles se comunicam fazendo uso de uma variante lingüística, ou seja, um tipo de português falado em certas regiões do país.
a) Onde se fala esse tipo de variante lingüística: na zona rural ou nos centros urbanos?
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b) Apesar disso, os brasileiros em geral são capazes de compreender essa conversa?
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2. De acordo com a norma padrão, que aprendemos na escola, como deveríamos escrever as palavras e expressões "pru que", ocê", "tomá", "faiz mar"?
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Três patetas enchem traseira de buso parado
Três carros bateram na traseira de um buso da viação São Geraldo ontem de madrugada na Marginal Pinheiros. O ônibus estava parado no canteiro central quando aconteceram as trombadas.
A trapalhada começou quando Marcelo Zanini perdeu a direção de seu Escort e encheu o buso. Em seguida, um Kadett tentou desviar e porrou. O último a bater foi um Monza. Ninguém se feriu.
Notícias Populares... 18 ago. 1994
Responda as questões abaixo de acordo com o texto
3. Liste as gírias usadas no texto. Depois, explique o seu significado.
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4. Reescreva a notícia dirigindo-a a um outro tipo de leitor e usando uma linguagem mais formal.
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Leia a piada e responda às perguntas:
Aquele homem humilde, simples, sotaque caipira, foi eleito governador. Um dia, um desses políticos de palácio chega bem perto e surpreende o governador vendo televisão. Faz sua média:
— E aí governador, firme?
— Firme, não. Novela!
5- Qual o código usado entre o político e o governador?


6- Houve comunicação entre eles? Por quê?
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7- Classifique a linguagem dos dois falantes.
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Leia o texto e responda:

A avó

A avó tem cabelos muito brancos, curtos e lisos. Pouco cabelo. A pele é toda enrugada. Parece que já está virando árvore. O corpo também é pequeno. Ela toda parece um pássaro. Usa um xale de renda na cabeça e nas mãos carrega sempre um livro sagrado e cheiro de cebola. Tem passos miúdos. Às vezes parece orvalho. Já está quase desaparecendo, dá pra notar. Os olhos pousados em coisas distantes, invisíveis navios, alguma terra do lado de lá?



8. Com base no texto A avó , escreva os substantivos e os adjetivos correspondentes:

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9. Escreva ao lado de cada adjetivo um substantivo a que você possa atribuir a característica indicada:

_______________dourada
_______________magro
_______________verdes
_______________distante
_______________nervosas
_______________amortecida
___________________espaçoso
___________________queimado
___________________fino
___________________frágil
___________________vibrantes
___________________saborosos

10. Baseando-se na relação abaixo, escolha um adjetivo que possa ser aplicado aos substantivos, fazendo a concordância adequada:

penetrante - macio - torturoso - afinado - negro - grosso - corroído - caloso

pés__________________________________
pernas________________________________
pele__________________________________
ruas__________________________________
olhar__________________________________
nuvens_________________________________
voz___________________________________
esmalte__________________________________



Cuidado com as cantigas infantis !

CONVERSA DE DUAS CRIANÇAS!!!!

- E aí, véio?

- Beleza, cara?

- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.

- Quer conversar sobre isso?

- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?

- Como assim?

- Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar.
Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?

- Nunca.

- Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?

- Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?

- Hmmmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?

- Como assim, véio?

- Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!

- Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.

- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.

- Tipo o quê?

- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato.
Assim, do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!

- Caramba! Mas por que ela fez isso?

- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.

- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.

- E sabe a Francisca ali da esquina?

- A Dona Chica? Sei sim.

- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá,
paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.

- Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.

- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me
contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.

- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.

- Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de 'Anjo'. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.

- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.

- É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua.

- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?

- Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.

EU: PRESENTE, PASSADO E FUTURO


EU: PRESENTE, PASSADO E FUTURO

Objetivos:

1. Oportunizar o conhecimento de si e de outras pessoas;
2. Refletir sobre o futuro, o destino e auto-escolha visando a ética.

Desenvolvimento:

1º Momento: Solicitar que cada aluno escreva a autobiografia seguindo o roteiro abaixo:
• Dados de identificação (nome, data de nascimento, nome dos pais, número de irmãos, local de moradia...);
• Recordações importantes da infância;
• Momentos marcantes da adolescência;
• Pessoas que influenciaram ou influenciam sua vida;
• Três adjetivos que me definem;
• Três coisas que gosto de fazer;
• Alguma coisa que faço bem;
• Meu maior defeito;
• Minha maior qualidade.

2º Momento: Ler a sua autobiografia.

3º Momento: Solicitar ao aluno que responda à seguinte questão: que evento poderia ter acontecido em minha vida que faria com que eu fosse outra pessoa e não o que sou agora?

4º Momento: Solicitar ao aluno que escreva uma “Carta ao Futuro”. Nesta carta ele deverá colocar como ele se vê daqui a sete anos. Esta carta será lacrada e aberta depois deste período na escola.

(sugestão de atividade do prof. Pedro Lacerda)